9.9.14

Amor - Simulacros e simulações...











A tragédia maior do nosso tempo
É que existe em nosso meio tanta coisa que leva o nome de amor
Sem merecê-lo e sem sê-lo, que no fim das contas
Fica-se com a impressão de que falar de amor é falar de qualquer coisa...
Entretanto, não é chamando qualquer coisa pelo nome de amor
Que se prova a veracidade do amor...
É pela prática, e não por possuir o nome de amor
Que o amor se mostra como verdadeiro e digno de confiança...
Eu sei que amo e sou amado quando o amor que eu dou e recebo
Vai muito além das palavras que eu falo ou escuto
Vaidosos discursos sobrecarregados de palavras de amor
Porém, carentes da prática concreta de atos e gestos de amor...
Não passam de meras simulações de amor
Amor sem disposição para o sacrifício de si mesmo
Não é amor, é no máximo um simulacro de amor
Palavras, olhares e sorrisos não constituem a essência do amor
No máximo são promessas de amor
Promessas que se manifestam como verdadeiras somente
Quando, tomadas pela coragem de amar, transcendem as primeiras impressões
E se tornam verdadeiros gestos e práticas factuais de amor...
É somente então, quando as palavras vão além da mera energia das palavras ditas
E se tornam gestos práticos de amor, que se pode falar de amor... E nunca antes...

VBMello