19.8.14

O ódio cega, rouba, destrói e mata...


De todas as tolices humanas, o ódio é a maior de todas. Quem se orgulha de odiar, quem bate no peito e diz que gostaria de ver alguém se dar mal, orgulha-se da sua própria estupidez e pequenez espiritual. Sim, o ódio não é apenas uma estupidez, é também uma pequenez do espírito, diga-se de passagem, uma pequenez e uma violência cometida contra si mesmo, pois quem odeia o seu próximo, sem saber odeia a si mesmo.

O ódio é a impossibilidade total de transcendência, é a ausência completa de todo tipo de epifania, de modo que, quem odeia não conhece a Deus e não conhece a si mesmo. Sim, uma vida oferecida no altar do ódio e da vingança, é uma vida condenada a padecer a redução máxima do espírito e da alma, pois a destruição do espírito, que o ódio opera na alma de quem odeia, obriga necessária e irremediavelmente o ser assim tomado pelo ódio, a viver uma existência submersa na mais absoluta ausência de sutileza e discernimento do mundo ao redor, de modo que, até o óbvio lhe escapará à percepção embotada pelo ódio.


VBMello