9.8.14

A PEDAGOGIA DO AMOR... AMOR É GESTO


O amor, longe de ser objeto de ensino teórico, é sobremodo, objeto do exemplo. É amando que se ensina a amar.  Quem tem filhos, ou lida com crianças sabe que, com os pequeninos, mais que palavras, o que realmente edifica e ensina são os gestos. Existem pais que muito falam sobre o amor, mas seus filhos crescem sem saber amar.

8.8.14

A ALMA DA GENTE...








A alma da gente é um lugar
O lugar mais perto do céu
O lugar mais longe da gente
Que a gente vai
Mesmo sem saber que vai
Quando a gente sonha acordado
Nela há céus
Nela há abismos
Nela há luz
Nela há recantos de escuridão
Nela há paraísos e campos verdejantes
Nela, a criança que fomos
E o velho que seremos
Envergonhados da vida que vivemos
Escondem-se um atrás do outro
Nela habita desde a eternidade
Antes mesmo de ela nos encontrar
A imagem... E a Ideia
Do amor que muda para sempre a vida da gente
VBMello.


DEUS HABITA COM O CONTRITO E ABATIDO DE CORAÇÃO...











Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada. (João 14:23)
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Nada pode reter ou conter Deus
Deus não cabe em nada criado
Deus é infinito, e a mente humana, finita como é
Não pode sequer imaginar por si mesma, o lugar da sua moradia
Ele não pode ser encerrado numa imagem
Num templo ou numa casa
Ele não pode ser retido num país, ou numa terra santa
Não pode ser encerrado no oceano, ou no deserto
E o abismo não o pode conter
Nem mesmo um continente inteiro pode encerrar Deus
Porquanto, a terra é o estrado dos seus pés
De modo que, aquele que o busca num lugar físico
Um templo, o alto de uma montanha, no deserto
Ou num lugar santo, busca-o em vão
Quão pequeno ele seria se tivesse um endereço!
Quão pequeno ele seria se pudesse
Ser encontrado neste ou naquele lugar santo!
Ele não habita nem mesmo entre as estrelas
Porquanto, é maior que a Via Láctea, e esta não o pode conter
Nem mesmo o universo inteiro, ou os multiversos
Se é que existem, podem contê-lo
Mesmo a eternidade é nada perante ele
Pois sem ele a eternidade não existiria
Entretanto, há um lugar onde ele pode ser encontrado...
Daquele que nasceu de novo
Do indivíduo de coração humilde
Do indivíduo que busca e promove a paz
Da pessoa que clama por justiça
Do homem e da mulher de coração puro
Do contrito e abatido de espírito
Daquele que não faz da sua suposta espiritualidade
Um motivo de exibicionismo e autopromoção
Daquele que ora em secreto, e crê sem estardalhaços
Jesus disse: Eu e meu Pai viremos para ele, e faremos morada nele
Eis, portanto, a verdadeira bem-aventurança
A prosperidade, e a vida abundante... Que Mamom algum pode dar
Ter no peito um coração digno da habitação de Deus

VBMello

VIDA ETERNA...


Os pensamentos, a força, a beleza, a riqueza, os desejos, os projetos e sonhos do homem, por mais sábios, ricos e mirabolantes que sejam, vão - no máximo - até a sepultura, e nada que ele pense, sonhe ou faça, poderá levá-lo para além do seu próprio túmulo...

7.8.14

Sem amor... A vida é só uma triste existência desistente








O amor só triunfa 
Onde existe vida
E a vida só triunfa 
Onde existe amor
existência de um
Depende da existência do outro
O amor é para a vida
E a vida é para o amor
Amor sem vida
Ainda não é amor
E vida sem amor
Ainda não é vida
Vida sem amor
É só qualquer coisa 
Que pensa que vive
Todavia, apenas sobrevive
Porque, sem amor... 
A vida é só uma triste existência desistente
Sim, uma vida vivida sem amor,,, Que dor! 
Dure quanto tempo durar
Mesmo que dure até mil anos
Será sempre curta demais
Pesada demais
Insuportável demais
E insignificante demais
Porque sem amor... 
Tudo carece de sentido – sanidade - e vida
Sim, a vida somente triunfa
Somente é abundante
Quando, em espírito e em verdade
É sinceramente vivida sem medo das dores de amar
Já que, quem se disponibiliza sem reservas, e de peito aberto
Para a plenitude da vida, sempre estará sujeito a sofrer
Dores, traições e decepções...
Mas quem vive por amor, sabe que
Apesar dos pesares, viver não é sofrer
Uma vez que, no amor
Todas as dores do viver
São entendidas e transcendidas

VBMello

6.8.14

6 DE AGOSTO DE 1945 - BOMBA ATÔMICA DE HIROSHIMA


Se me pedissem para mencionar a data mais importante da história e pré-história da raça humana, eu responderia sem a mínima hesitação: o dia 6 de agosto de 1945. A razão é simples.

Desde o alvorecer da consciência até o dia 6 de agosto de 1945, o homem precisou conviver com a perspectiva de sua morte como indivíduo.

A partir do dia em que a primeira bomba atômica sobrepujou o brilho do Sol em Hiroshima, a humanidade como um todo deve conviver com a perspectiva de sua extinção como espécie.

Aprendemos a aceitar a efemeridade da existência pessoal, ao mesmo tempo em que tínhamos como certa a potencial imortalidade da raça humana. Essa crença deixou de ser válida. Precisamos rever nossos axiomas.

A tarefa não é fácil. Antes de uma ideia se firmar na mente, existem períodos de incubação. 

A doutrina de Copérnico, que tão drasticamente degradou o status do homem no Universo, demorou quase um século para penetrar na consciência dos europeus.

A nova degradação de nossa espécie para o status de mortalidade é muito mais difícil de digerir.

De fato, tem-se a impressão de que a novidade dessa perspectiva já se desgastou mesmo antes de ter sido adequadamente absorvida.

O nome Hiroshima já se tornou um clichê histórico, como o célebre "Boston Tea Party".

Retornamos a um estado de pseudonormalidade.

Apenas uma diminuta minoria tem consciência do seguinte fato: a partir do instante em que abriu a caixa nuclear de Pandora, nossa espécie tem vivido com os dias contados.

Cada época teve suas cassandras, conquanto a humanidade tenha conseguido sobreviver a suas sinistras profecias.

Entretanto, esta confortante reflexão já não é válida, pois em nenhuma época anterior tribo ou nação alguma possuiu o instrumental necessário para tornar este planeta inadequado para a vida.

Elas só podiam infligir danos limitados a seus inimigos — e assim o fizeram sempre que se lhes apresentou uma oportunidade.

Agora, as nações podem tomar toda a biosfera como refém. Um Hitler, nascido vinte anos mais tarde, provavelmente teria feito isso, provocando uma Götterdämmerung (catástrofe) nuclear.

Arthur Koestler - Do livro: Jano